Pelas ruas passam esquilos
roendo pedras e sussurros
milhafres de vozes aladas
espalham ventos invernosos.
Pelo fundo dos segredos
lemos letras impossíveis
adivinhos de incertezas
esperamos espadas de cinza
lentas sombras invisíveis.
Sofia Loureiro dos Santos
http://defenderoquadrado.blogs.sapo.pt/492079.html
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Presente de aniversário para uma grande amiga ( N. M.)
Minh’Alma, Alma minha,
Barroca, barroquinha,
Africana és Sofia,
Portuguesa, Florbela
Finca os pés no chão,
A cabeça anseia o céu,
Neste mundo de imensidão,
Faça uso do seu broquel.
És carne, mulher, desejo,
Não pense nos pecados minh’Alma
Deus te conhece desde o Alentejo,
Se entrega, se acalma.
Então agüenta alma minha,
Tu és pérola imperfeita,
Flor Bela de Alma, aceita,
Sempre serás barroca, barroquinha.
30/12/2010 às 17:25 hs
sábado, 1 de janeiro de 2011
01/01/2011
Eis que você vem chegando.
E eu que esperei tanto tempo por isso, me empenho em escolher meu melhor sorriso,
e estar ao lado das pessoas que mais me fazem felizes.
Concentração, pensamento positivo, todas as forças canalizadas para as surpresas que
virão a partir de agora.
Frio na barriga. Sonhos. O novo me aguarda.
Medo?! Não. Ansiedade.
Se Deus acha que mereço-te, quem sou eu para contrariá-lO?
E lá vem você...você chegou...
Seja muito bem vindo 2011!
E eu que esperei tanto tempo por isso, me empenho em escolher meu melhor sorriso,
e estar ao lado das pessoas que mais me fazem felizes.
Concentração, pensamento positivo, todas as forças canalizadas para as surpresas que
virão a partir de agora.
Frio na barriga. Sonhos. O novo me aguarda.
Medo?! Não. Ansiedade.
Se Deus acha que mereço-te, quem sou eu para contrariá-lO?
E lá vem você...você chegou...
Seja muito bem vindo 2011!
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Desiderata - Max Ehrmann
Viva tranqüilamente, por entre a pressa e os ruídos, e lembre-se de quanta paz há no silêncio. Tanto quanto possível, sem se render, esteja em bons termos com as pessoas.
Diga sua verdade calma e claramente, e ouça os outros, mesmo os mais medíocres e ignorantes – eles também têm a sua história.
Evite as pessoas espalhafatosas e agressivas, pois essas são um insulto ao espírito. Não se compare com os outros, para não se tornar vaidoso ou amargo, e saiba: sempre haverá pessoas melhores e piores que você. Desfrute tanto de suas realizações quanto de seus planos.
Cultive seu trabalho, mesmo que ele seja humilde; esse é um bem real, frente às variações da sorte. Seja cauteloso em seus negócios, pois o mundo é cheio de armadilhas. Mas não deixe que isso o torne cego para a virtude, que está sempre presente; muitas pessoas lutam por ideais nobres e, por toda a parte, a vida é sempre exemplo de heroísmo.
Seja sempre você mesmo. E sobretudo nunca finja afeição. Nem seja cínico em relação ao amor, pois, apesar de toda a aridez e desencanto, ele é tão perene quanto a relva.
Aceite serenamente os ensinamentos do passar dos anos, renunciando suavemente àquilo que pertence à juventude. Fortaleça seu espírito para que ele possa protegê-lo diante de uma súbita infelicidade. Não antecipe sofrimentos pois muitos temores são apenas fruto do cansaço e da solidão. Mesmo seguindo uma disciplina rigorosa, seja leniente consigo.
Você é filho do Universo, tanto quanto as árvores e as estrelas; e tem o direito de estar aqui. E mesmo que isso não seja muito claro para você, não tenha dúvida de que o Universo segue na direção certa.
Portanto, esteja em paz com DEUS, não importa a maneira como você O concebe, e sejam quais forem as suas lutas e aspirações, na terrível confusão que é a vida, fique em paz com sua alma.
Pois, apesar de toda a falsidade e sonhos desfeitos, este ainda é um lindo mundo. Seja cauteloso. Lute para ser feliz.
Ehrmann, Max. Desiderata. Tradução de Iva Sofia Gonçalves Lima. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.
Ehrmann, Max. Desiderata. Tradução de Iva Sofia Gonçalves Lima. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.
sábado, 25 de dezembro de 2010
25/12/2010
Então é Natal...
Exatamente no dia em que os homens estão mais sensíveis, minha voz resolveu calar-se.
Sinto-me "o estrangeiro", nada me comove, culpa de Camus que me apresentou Meursault.
Não me importa que hoje é Natal, Cristo nasce todos os dias dentro de mim e isso me basta.
Sem que haja uma necessidade de combinar dias para fazer minhas postagens, exponho aqui um texto interessante que encontrei durante uma visita ao blogue do Nei.
AS REINAÇÕES DE MONTEIRO LOBATO (por Joel Rufino dos Santos)
O escritor Monteiro Lobato não era tão inocente quanto andam dizendo por aí, em meio à polêmica sobre a suposta censura que sua obra estaria sofrendo. Vejamos.
Em 1944 publicou o livro A Barca de Gleyre, que reúne, em dois volumes, cartas por ele enviadas ao escritor mineiro Godofredo Rangel entre 1903 e 1943. Em uma delas, o “sobrinho” da Tia Nastácia assim se manifesta sobre o povo dos subúrbios cariocas:
“Estive uns dia no Rio (...). Dizem que a mestiçagem liquefaz essa cristalização racial que é o caráter e dá uns produtos instáveis. Isso no moral – e no físico, que feiúra! Num desfile, à tarde, pela horrível Rua Marechal Floriano, da gente que volta para os subúrbios, que perpassam todas as degenerescências, todas as formas e má-formas humanas – todas, menos a normal. Os negros da África, caçados a tiro e trazidos à força para a escravidão, vingaram-se do português de maneira mais terrível – amulatando-o e liquefazendo-o, dando aquela coisa residual que vem dos subúrbios pela manhã e reflui para os subúrbios à tarde. E vão apinhados como sardinhas e há um desastre por dia, metade não tem braço ou não tem perna, ou falta-lhes um dedo, ou mostram uma terrível cicatriz na cara. “Que foi ?” “Desastre na Central.” Como consertar essa gente? Como sermos gente, no concerto dos povos? Que problema terríveis o pobre negro da África nos criou aqui, na sua inconsciente vingança!... (in A barca de Gleyre. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1944. p.133).
Disponível em: http://www.neilopes.blogger.com.br/. Acessado em 25/12/2010 às 10:10 hs.
Exatamente no dia em que os homens estão mais sensíveis, minha voz resolveu calar-se.
Sinto-me "o estrangeiro", nada me comove, culpa de Camus que me apresentou Meursault.
Não me importa que hoje é Natal, Cristo nasce todos os dias dentro de mim e isso me basta.
Sem que haja uma necessidade de combinar dias para fazer minhas postagens, exponho aqui um texto interessante que encontrei durante uma visita ao blogue do Nei.
AS REINAÇÕES DE MONTEIRO LOBATO (por Joel Rufino dos Santos)
O escritor Monteiro Lobato não era tão inocente quanto andam dizendo por aí, em meio à polêmica sobre a suposta censura que sua obra estaria sofrendo. Vejamos.
Em 1944 publicou o livro A Barca de Gleyre, que reúne, em dois volumes, cartas por ele enviadas ao escritor mineiro Godofredo Rangel entre 1903 e 1943. Em uma delas, o “sobrinho” da Tia Nastácia assim se manifesta sobre o povo dos subúrbios cariocas:
“Estive uns dia no Rio (...). Dizem que a mestiçagem liquefaz essa cristalização racial que é o caráter e dá uns produtos instáveis. Isso no moral – e no físico, que feiúra! Num desfile, à tarde, pela horrível Rua Marechal Floriano, da gente que volta para os subúrbios, que perpassam todas as degenerescências, todas as formas e má-formas humanas – todas, menos a normal. Os negros da África, caçados a tiro e trazidos à força para a escravidão, vingaram-se do português de maneira mais terrível – amulatando-o e liquefazendo-o, dando aquela coisa residual que vem dos subúrbios pela manhã e reflui para os subúrbios à tarde. E vão apinhados como sardinhas e há um desastre por dia, metade não tem braço ou não tem perna, ou falta-lhes um dedo, ou mostram uma terrível cicatriz na cara. “Que foi ?” “Desastre na Central.” Como consertar essa gente? Como sermos gente, no concerto dos povos? Que problema terríveis o pobre negro da África nos criou aqui, na sua inconsciente vingança!... (in A barca de Gleyre. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1944. p.133).
Disponível em: http://www.neilopes.blogger.com.br/. Acessado em 25/12/2010 às 10:10 hs.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Versos de Natal - Manuel Bandeira
Espelho, amigo verdadeiro
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!
Mas se fosses mágico,
Penetrarias até o fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta. (1939)
Versos de Natal in: BANDEIRA, Manuel. Bandeira de Bolso: uma antologia poética / Manuel Bandeira; organização e apresentação de Mara Jardim. - Porto Alegre, RS: L&PM, 2009.
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!
Mas se fosses mágico,
Penetrarias até o fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta. (1939)
Versos de Natal in: BANDEIRA, Manuel. Bandeira de Bolso: uma antologia poética / Manuel Bandeira; organização e apresentação de Mara Jardim. - Porto Alegre, RS: L&PM, 2009.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
A Literatura e eu
Por quê escrevo?
Não sei. Às vezes penso que é melhor ler do que ouvir minha voz.
Será que escrevo para você ou para mim ?
Sinto romper, quebrantar meu coração.
Preciso falar, mas será que me ouviria?
Sua voz sempre corta a minha.
Sim, é isso mesmo que quero.
É a literatura na veia.
Vou pagar um preço?!
Ah! Mas disso já sei, já estou pagando.
E não me importo.
Vou até o fim.
É muito mais forte que eu.
E a cada novo horizonte que vislumbro, meu coração pulsa ainda mais
forte e ganha um novo fôlego.
Se quiser me acompanhar ainda tem espaço por aqui,
mas por favor não tente me parar.
Não sei. Às vezes penso que é melhor ler do que ouvir minha voz.
Será que escrevo para você ou para mim ?
Sinto romper, quebrantar meu coração.
Preciso falar, mas será que me ouviria?
Sua voz sempre corta a minha.
Sim, é isso mesmo que quero.
É a literatura na veia.
Vou pagar um preço?!
Ah! Mas disso já sei, já estou pagando.
E não me importo.
Vou até o fim.
É muito mais forte que eu.
E a cada novo horizonte que vislumbro, meu coração pulsa ainda mais
forte e ganha um novo fôlego.
Se quiser me acompanhar ainda tem espaço por aqui,
mas por favor não tente me parar.
Minha gênese.
Nasci na Gabela, na terra do café. Da terra recebi a cor escura de café, vinda da mãe, misturada ao branco defunto do meu pai, comerciante português. Trago em mim o inconformismo inconciliável e este é o meu motor. Num Universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez. Talvez é não para quem quer ouvir sim e significa sim para quem quer ouvir não. A culpa será minha se os homens exigem a pureza e recusam as combinações? Sou eu que devo tornar-me sim ou não? Ou são os homens que devem aceitar o talvez? Face a este problema capital, as pessoas dividem-se aos meus olhos em dois grupos: os maniqueístas e os outros. É bom esclarecer que raro são os outros, o Mundo é geralmente maniqueísta.
PEPETELA. Mayombe. Lisboa: Dom Quixote, 1997 apud DUTRA, Robson. Pepetela e a Elipse do Herói. Luanda: UEA, 2009.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Viagem literária
Uma viagem com letras, teatro, cinema, música e muita emoção.
Com este roteiro em mãos, parti em busca de novos horizontes.
Iniciei esta viagem literária com Ana C., uma carioca cheia de graça e sem papas na língua.
Com este roteiro em mãos, parti em busca de novos horizontes.
Iniciei esta viagem literária com Ana C., uma carioca cheia de graça e sem papas na língua.
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De repente, durante os primeiros passos da viagem,
o inesperado aconteceu, amor à primeira vista,
um alemão alucinado - W. B. - que estará ao meu lado durante
muitos anos de minha vida, roubou meu coração.
De repente, durante os primeiros passos da viagem,
o inesperado aconteceu, amor à primeira vista,
um alemão alucinado - W. B. - que estará ao meu lado durante
muitos anos de minha vida, roubou meu coração.
E as surpresas continuariam; Ana me manda Caio Fernando, um de seus melhores amigos para mostrar que o Zézim poderia ser eu.
.
Dancei um belo tango com Sabato, em Nova Iguaçu, pela manhã.
Nas terras de Kublai Khlan fiz uma pequena viagem pelas Cidades de Calvino, e pelo olhar de Marco Polo conheci e me rendi aos encantos de Zora, uma cidade tão visível a ponto de ensinar que viver requer movimento .
Dancei um belo tango com Sabato, em Nova Iguaçu, pela manhã.
Nas terras de Kublai Khlan fiz uma pequena viagem pelas Cidades de Calvino, e pelo olhar de Marco Polo conheci e me rendi aos encantos de Zora, uma cidade tão visível a ponto de ensinar que viver requer movimento .
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Retornei ao Rio de Janeiro, e no palácio do Catete senti amor e ódio por Getúlio. E como nunca conseguimos visitar todos os lugares interessantes durante uma viagem, não pude conhecer os procedimentos de César Aira. Mas redimi minha culpa ao descobrir com Camus que eu não preciso viajar ou ir tão longe para me sentir um estrangeiro.
Retornei ao Rio de Janeiro, e no palácio do Catete senti amor e ódio por Getúlio. E como nunca conseguimos visitar todos os lugares interessantes durante uma viagem, não pude conhecer os procedimentos de César Aira. Mas redimi minha culpa ao descobrir com Camus que eu não preciso viajar ou ir tão longe para me sentir um estrangeiro.
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Segui meu caminho e encontrei pessoas interessantes como Hanna e Macabéa que tinham em comum o desejo de ser floração. Já findando a longa jornada, (re)encontrei um carioca de alma nordestina que me apresentou à Guerra de Canudos, e tão rica quanto a linguagem de Euclides descobri e me emocionei com o Cárcere de Graciliano.
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Chegando ao meu destino provisório, havia uma Bella senhorinha de tênis me esperando para me apresentar um ícone da literatura hispanoamericana. Jogo as malas no chão, e meu coração por um breve espaço de tempo descansa ao saber que Borges também imaginou que o paraíso era uma grande biblioteca.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Nocturnamente - Mia Couto
Nocturnamente te construo
para que sejas palavra do meu corpo
Peito que em mim respira
olhar em que me despojo
na rouquidão da tua carne
me inicio
me anuncio
e me denuncio
Sabes agora para o que venho
e por isso me desconheces
terça-feira, 30 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Oreretama
Quarta-feira, plena quarta, tempo chuvoso e lá vou eu, às nove horas da manhã, ao Centro do Rio fazer um passeio pelo Centro Histórico da cidade com a turma de Turismo da UFRRJ.
Seria até bom, caso não fosse um passeio “forçado”, para complementar as 12 horas da Disciplina também “forçada” AA013 – Seminário da Educação e Sociedade - e até pelo fato de que fiz passeio similar há poucos meses atrás.
Então lá vamos nós.
O ônibus chega e me agrada o dinamismo dos alunos de Turismo em fazer uma dinâmica para apresentar-mo-nos. Dentre os estudantes há presença do curso de História, Pedagogia, Matemática, Letras e Turismo, claro. Contagem feita. Apresentações findas e partimos rumo ao nosso destino.
Primeira parada, Museu Histórico Nacional, surpresa. Primeiro porque era um lugar que eu ainda não havia visitado e segundo... Ah, porque lá estava nosso oreretama, sim o nosso lar em tupi, e assim o dia começou a tomar outra forma. Lembrando-me da flânerie, passei a olhar os lugares pelas lentes de Benjamin e não precisei recorrer à “experiência dante e petrarca do haxixe” para remeter-me a um tempo anterior.
Tudo mudou, o olhar mudou ao andar pela Praça XV admirando o Chafariz de Mestre Valentim, parar em frente ao Paço Imperial e saber que ali, em 1888, foi o início da minha libertação. Sensações, emoções, tudo ali tão visto, tão comum, mas nada pode ser comum ou normal depois que você encontra Benjamin e Baudelaire entrelaçados num mesmo livro.
Flanando, sinto-me em meio à obra Machadiana, recordo Mariana e Sofia caminhando pela Rua do Ouvidor. Vejo Lima Barreto e Domingos Ribeiro Filho conversando sobre suas ousadias em denunciar, através de palavras, tudo que lhes incomodava nessa cidade há tantos anos atrás e que nos caberia ainda hoje.
Enfim, foi um passeio maravilhoso, e como seria bom se todos quisessem e pudessem, olhar nosso oreretama por outra perspectiva. Seja pela lente de Benjamin, Baudelaire, Machado, Lima, Domingos ou mesmo pela própria lente, mas que ao perceber cada detalhe que sinta o quanto de história pode ter esse lugar, quantos pés por ali caminharam, quantas pessoas por ali passaram para que alguns de nós estivéssemos aqui, lembrando-se da nossa rica história, de cada fato importante que ali ocorreu. E quem sabe assim, essa cidade seria um pouco mais Maravilhosa?!
Foto: Paço ImperiaL - RJ
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Mostra Brasilidade - CCJF / RJ
Programação CENTRO CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL/RIO DE JANEIRO
Endereço: Av. Rio Branco, 241 – Centro
cep:20040-009 – Rio de Janeiro- RJ
Até 01 de dezembro.
Fonte: http://mostrabrasilidade.wordpress.com/centro-cultural-justica-federal/programacao/
CURADORIAS: PROGRAMADORA BRASIL, DOC TV CPLP, DOCTV BRASIL.
E CHAMADA PÚBLICA CPLP (filmes brasileiros e estrangeiros inscritos na chamada pública)
Modalidade: SESSÕES DE FILMES & DEBATES
Terça-feira, 23 de novembro
14h – O Judeu (Brasil)
16h – Eugênio Tavares, Coração Crioulo (Cabo Verde)
O Rio da Verdade (Guiné-Bissau)
18h – DEBATE com realizadores do DOC TV CPLP
20h – Tchiloli – Identidade de Um Povo (São Tomé e Príncipe)
21h – Timbila Marimba Chope (Moçambique)
Quarta-feira, 24 de novembro
14h – Língua – Vidas em português (Brasil)16h – Timbila Marimba Chope (Moçambique)
Nos Trilhos Culturais da Angola Contemporânea (Angola)
18h – DEBATE com realizadores do DOC TV CPLP
Victor Lopes (Brasil)20h – Tchiloli – Identidade de Um Povo (São Tomé e Príncipe)
21h – Timbila Marimba Chope ((Moçambique)
Quinta-feira, 25 de novembro
14h – Li Ké Terra (Portugal)
O Restaurante (Macau)
16h – DEBATE com realizadores do DOC TV CPLP
18h – Exterior (Brasil)
Uma Lulik (Timor Leste)
20h – Morro do Céu (Brasil / RS)
21h – O Rei do Carimã (Brasil / SP)
Sexta-feira, 26 de novembro
14h – Estado de Seca (Brasil)
Mais que a terra (Brasil)
16h – Segunda Feira (Brasil)
A Grande Feira (Brasil)
18h – O Crime da Imagem (Brasil)
Cinema, Aspirina e Urubus (Brasil)
20h – Avenida Brasília Formosa (Brasil / PE)
21h – HU (Brasil / RJ)
Sábado, 27 de novembro
14h – Macunaíma (Brasil)
16h – Almoço Executivo (Brasil)
A Marvada Carne (Brasil)
18h – Um Dia na Rampa (Brasil)
Bahia de Todos os Santos (Brasil)
20h – Negros (Brasil / BA)
21h – Álbum de Família (Brasil / BA)
Domingo, 28 de Novembro
14h – Iracema, uma transa amazônica (Brasil)
16h – Especial Vídeo nas Aldeias (Brasil)
Cineastas Indígenas
Mokoi Tekoá Petei Jeguatá – Duas Aldeias, Uma Caminhada
18h – DEBATE com realizadores do Vídeo Nas Aldeias
20h – Carta Sonora (Brasil / SP)
21h – Jesus no Mundo Maravilha (Brasil)
Terça-feira, 30 de novembro
14h – Carmem Miranda
Carmen Miranda: Bananas is My business
16h – Os Anos JK – Uma Trajetória Política
18h – Divina Previdência
Cronicamente Inviável
20h – Periferia.com (Brasil / SP)
21h – Bagatela (Brasil / SP)
Quarta-feira, 01 de dezembro
14h – Segunda Feira
A Grande Feira
16h – Carolina
A Negação do Brasil
18h – Serras da Desordem
20h – DEBATE A Brasilidade no Cinema Brasileiro
Fonte: http://ricardoriso.blogspot.com
Endereço: Av. Rio Branco, 241 – Centro
cep:20040-009 – Rio de Janeiro- RJ
Até 01 de dezembro.
Fonte: http://mostrabrasilidade.wordpress.com/centro-cultural-justica-federal/programacao/
CURADORIAS: PROGRAMADORA BRASIL, DOC TV CPLP, DOCTV BRASIL.
E CHAMADA PÚBLICA CPLP (filmes brasileiros e estrangeiros inscritos na chamada pública)
Modalidade: SESSÕES DE FILMES & DEBATES
Terça-feira, 23 de novembro
14h – O Judeu (Brasil)
16h – Eugênio Tavares, Coração Crioulo (Cabo Verde)
O Rio da Verdade (Guiné-Bissau)
18h – DEBATE com realizadores do DOC TV CPLP
20h – Tchiloli – Identidade de Um Povo (São Tomé e Príncipe)
21h – Timbila Marimba Chope (Moçambique)
Quarta-feira, 24 de novembro
14h – Língua – Vidas em português (Brasil)16h – Timbila Marimba Chope (Moçambique)
Nos Trilhos Culturais da Angola Contemporânea (Angola)
18h – DEBATE com realizadores do DOC TV CPLP
Victor Lopes (Brasil)20h – Tchiloli – Identidade de Um Povo (São Tomé e Príncipe)
21h – Timbila Marimba Chope ((Moçambique)
Quinta-feira, 25 de novembro
14h – Li Ké Terra (Portugal)
O Restaurante (Macau)
16h – DEBATE com realizadores do DOC TV CPLP
18h – Exterior (Brasil)
Uma Lulik (Timor Leste)
20h – Morro do Céu (Brasil / RS)
21h – O Rei do Carimã (Brasil / SP)
Sexta-feira, 26 de novembro
14h – Estado de Seca (Brasil)
Mais que a terra (Brasil)
16h – Segunda Feira (Brasil)
A Grande Feira (Brasil)
18h – O Crime da Imagem (Brasil)
Cinema, Aspirina e Urubus (Brasil)
20h – Avenida Brasília Formosa (Brasil / PE)
21h – HU (Brasil / RJ)
Sábado, 27 de novembro
14h – Macunaíma (Brasil)
16h – Almoço Executivo (Brasil)
A Marvada Carne (Brasil)
18h – Um Dia na Rampa (Brasil)
Bahia de Todos os Santos (Brasil)
20h – Negros (Brasil / BA)
21h – Álbum de Família (Brasil / BA)
Domingo, 28 de Novembro
14h – Iracema, uma transa amazônica (Brasil)
16h – Especial Vídeo nas Aldeias (Brasil)
Cineastas Indígenas
Mokoi Tekoá Petei Jeguatá – Duas Aldeias, Uma Caminhada
18h – DEBATE com realizadores do Vídeo Nas Aldeias
20h – Carta Sonora (Brasil / SP)
21h – Jesus no Mundo Maravilha (Brasil)
Terça-feira, 30 de novembro
14h – Carmem Miranda
Carmen Miranda: Bananas is My business
16h – Os Anos JK – Uma Trajetória Política
18h – Divina Previdência
Cronicamente Inviável
20h – Periferia.com (Brasil / SP)
21h – Bagatela (Brasil / SP)
Quarta-feira, 01 de dezembro
14h – Segunda Feira
A Grande Feira
16h – Carolina
A Negação do Brasil
18h – Serras da Desordem
20h – DEBATE A Brasilidade no Cinema Brasileiro
Fonte: http://ricardoriso.blogspot.com
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Luxo extraordinário
O documentário "Lixo extraordinário", que mostra um pouco do trabalho de Vik Muniz, atual Midas das artes plásticas, junto a catadores de lixo de Gramacho (Duque de Caxias), está entre uma das 15 obras que concorrem a uma indicação ao Oscar 2011. Dirigido pela britânica Lucy Walker e pelos brasileiros João Jardim e Karen Harley e com produção executiva de Fernando Meirelles, o documentário já ganhou prêmios importantes no cenário do cinema mundial em 2010, como no Festival de Sundance e no Festival de Cinema de Berlim.
A maior parte das obras de arte de Vik Muniz é feita de materiais simples como geléia, açúcar, calda de chocolate e LIXO.
Obra: Menino no lixo (Vik Muniz)
Obra: Menino no lixo (Vik Muniz)
sábado, 20 de novembro de 2010
Súplica - Noémia de Souza
Tirem-nos tudo,
mas deixem-nos a música!
Tirem-nos a terra em que nascemos,
onde crescemos
e onde descobrimos pela primeira vez
que o mundo é assim:
um tabuleiro de xadrez...
Tirem-nos a luz do sol que nos aquece,
a lua lírica do xingombela
nas noites mulatas
da selva moçambicana
(essa lua que nos semeou no coração
a poesia que encontramos na vida)
tirem-nos a palhota – a humilde cubata
onde vivemos e amamos,
tirem-nos a machamba que nos dá o pão,
tirem-nos o calor do lume
(que nos é quase tudo)
- mas não nos tirem a música!
Podem desterrar-nos,
levar-nos
para longe terras,
vender-nos como mercadoria, acorrentar-nos
à terra, do sol à lua e da lua ao sol,
mas seremos sempre livres
se nos deixarem a música!
Que onde estiver nossa canção
mesmo escravos, senhores seremos;
e mesmo mortos, viveremos,
e no nosso lamento escravo
estará a terra onde nascemos,
a luz do nosso sol,
a lua dos xingombelas,
o calor do lume
a palhota que vivemos,
a machamba que nos dá o pão!
E tudo será novamente nosso,
ainda que cadeias nos pés
e azorrague no dorso...
E o nosso queixume
será uma libertação
derramada em nosso canto!
- Por isso pedimos,
de joelhos pedimos:
Tirem-nos tudo...
mas não nos tirem a vida,
não nos levem a música!
Fonte: “Sangue negro”, Noémia de Souza, Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos, 1988, p. 37.
mas deixem-nos a música!
Tirem-nos a terra em que nascemos,
onde crescemos
e onde descobrimos pela primeira vez
que o mundo é assim:
um tabuleiro de xadrez...
Tirem-nos a luz do sol que nos aquece,
a lua lírica do xingombela
nas noites mulatas
da selva moçambicana
(essa lua que nos semeou no coração
a poesia que encontramos na vida)
tirem-nos a palhota – a humilde cubata
onde vivemos e amamos,
tirem-nos a machamba que nos dá o pão,
tirem-nos o calor do lume
(que nos é quase tudo)
- mas não nos tirem a música!
Podem desterrar-nos,
levar-nos
para longe terras,
vender-nos como mercadoria, acorrentar-nos
à terra, do sol à lua e da lua ao sol,
mas seremos sempre livres
se nos deixarem a música!
Que onde estiver nossa canção
mesmo escravos, senhores seremos;
e mesmo mortos, viveremos,
e no nosso lamento escravo
estará a terra onde nascemos,
a luz do nosso sol,
a lua dos xingombelas,
o calor do lume
a palhota que vivemos,
a machamba que nos dá o pão!
E tudo será novamente nosso,
ainda que cadeias nos pés
e azorrague no dorso...
E o nosso queixume
será uma libertação
derramada em nosso canto!
- Por isso pedimos,
de joelhos pedimos:
Tirem-nos tudo...
mas não nos tirem a vida,
não nos levem a música!
Fonte: “Sangue negro”, Noémia de Souza, Maputo: Associação dos Escritores Moçambicanos, 1988, p. 37.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Freud e eu
Andava distante, tão distante do mundo
E Freud logo ali,
Conectado a 600 kbps
Deitada em seu divã
Analisas minha Psique,
Revelo minhas fobias, neuroses.
Alimentas meus Sonhos,
(Id)entidade sublime,
Ego, Superego
Penso ser Eros,
Reconheço ser pura e simplesmente Libido.
Explica-me Freud, explica-me.
18.11.2003...18.11.2010
Ainda faltava um mês para você vir ao mundo.
E de repente me perguntam: Qual será o nome mãe?
E eu sem saber o sexo respondo: Vitor ou Vitória.
Então às 18h11min chega minha Vitória.
Magrinha, frágil, sem poder ir para casa durante um mês.
E lá estou eu, mamãe aos 21 anos, cheia de medos e incertezas.
Como educar um filho? Como ensiná-lo sobre a vida?
Passam-se os dias, os meses, você se torna forte, e eu descubro que a tarefa de ensinar não é minha, mas sua.
Cada dia que você abre os olhos, a cada nova palavra, a cada conquista, você me ensina o quanto a vida é maravilhosa.
Deita-se escondida para ler “Numa e a Ninfa”, fica ouvindo pelos cantinhos minhas aulas sobre Walter Benjamin, lê suas histórias para que eu interprete-as, diz que o dicionário é seu livro preferido, dá nome ao meu blogue e dá sentido à minha vida.
Descubro que nunca vou ensiná-la com palavras, mas com ações, e tenho medo, pois o ser humano é imperfeito.
Porém à noite, sempre que faz suas orações e lembra-se dos meus sonhos, eu tenho a mais absoluta certeza, de que você é a extensão da minha vida, mesmo que eu não seja a mãe mais perfeita do mundo.
És tudo o que quero ser.
Obrigada filha.
sábado, 13 de novembro de 2010
Valerie - Steve Winwood
http://www.youtube.com/watch?v=anCg5EiB2AM&feature=player_embedded
Valerie (Tradução)
Tão selvagem, ali
com suas mãos em seus cabelos
Eu não posso deixar de lembrar
apenas quando ela me tocou
Não há ainda nenhum rosto
aqui no nosso lugar
Tão fresca, ela era como
Jazz num dia de verão
Música, alta e doce
Então, ela simplesmente soprou longe
Agora, ela não pode ser tão quente
com o vento em seus braços
Valerie, chame por mim,
Chame por mim, Valerie
Venha e me veja
Eu sou o mesmo garoto que eu costumava ser
Canções de amor preenchem a noite,
mas elas não dizem tudo
Não como o choro dos amantes
como se estivessem morrendo
Pendure lá seus gritos
no tempo, em algum lugar
Algum dia, algo de bom
o vento poderá soprar de volta para mim
alguma noite, eu
aqui, como ela costumava ser
Agora, ela não pode ser tão quente
com o vento em seus braços
Valerie, chame por mim,
Chame por mim, Valerie
Venha e me veja
Eu sou o mesmo garoto que eu costumava ser
Tão fresca, ela era como
Jazz num dia de verão
Música, alta e doce
Então, ela simplesmente soprou longe
Agora, ela não pode ser tão quente
com o vento em seus braços
Valerie, chame por mim,
Chame por mim, Valerie
Venha e me veja
Eu sou o mesmo garoto que eu costumava ser
Eu sou o mesmo garoto que eu costumava ser
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Carta ao Zézim
(...) Você quer escrever. Certo, mas você quer escrever? Ou todo mundo te cobra e você acha que tem que escrever? Sei que não é simplório assim, e tem mil coisas outras envolvidas nisso. Mas de repente você pode estar confuso porque fica todo mundo te cobrando, como é que é, e a sua obra? Cadê o romance, quedê a novela, quedê a peça teatral? DANEM-SE, demônios. Zézim, você só tem que escrever se isso vier de dentro pra fora, caso contrário não vai prestar, eu tenho certeza, você poderá enganar a alguns, mas não enganaria a si e, portanto, não preencheria esse oco. Não tem demônio nenhum se interpondo entre você e a máquina. O que tem é uma questão de honestidade básica. Essa perguntinha: você quer mesmo escrever? Isolando as cobranças, você continua querendo? Então vai, remexe fundo, como diz um poeta gaúcho, Gabriel de Britto Velho, "apaga o cigarro no peito / diz pra ti o que não gostas de ouvir / diz tudo". Isso é escrever. Tira sangue com as unhas. E não importa a forma, não importa a "função social", nem nada, não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto-exorcismo. Mas tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te. Você não está com medo dessa entrega? Porque dói, dói, dói. É de uma solidão assustadora. A única recompensa é aquilo que Laing diz que é a única coisa que pode nos salvar da loucura, do suicídio, da auto-anulação: um sentimento de glória interior. Essa expressão é fundamental na minha vida.
(...)
Zézim, remexa na memória, na infância, nos sonhos, nas tesões, nos fracassos, nas mágoas, nos delírios mais alucinados, nas esperanças mais descabidas, na fantasia mais desgalopada, nas vontades mais homicidas, no mais aparentemente inconfessável, nas culpas mais terríveis, nos lirismos mais idiotas, na confusão mais generalizada, no fundo do poço sem fundo do inconsciente: é lá que está o seu texto. Sobretudo, não se angustie procurando-o: ele vem até você, quando você e ele estiverem prontos. Cada um tem seus processos, você precisa entender os seus. De repente, isso que parece ser uma dificuldade enorme pode estar sendo simplesmente o processo de gestação do sub ou do inconsciente.
E ler, ler é alimento de quem escreve. (...)
E ler, ler é alimento de quem escreve. (...)
A carta acima foi enviada pelo autor a seu grande amigo, o jornalista José Márcio Penido, e nela relata a criação do livro "Morangos mofados", fala de sua admiração por Clarice Lispector e Dalton Trevisan e estimula o amigo a escrever.
Extraído do livro acima citado, Editora Agir - Rio de Janeiro, 2005, pág. 152.
Extraído do livro acima citado, Editora Agir - Rio de Janeiro, 2005, pág. 152.
Obrigada Jéssica, Jeane, Letícia e Dani (as meninas de Caio).
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Um breve relato, uma inspiração
Luciana Tito, você me emociona amiga.
Como é bom e alentador saber que as pessoas que buscam algo
de maneira honesta, digna e se dispõem a pagar um preço, alcançam o sucesso.
Nesse mundo onde o dinheiro e os caminhos mais "fáceis" parecem ditar as regras,
seu exemplo é confortante.
Analisando a vida, a gente observa que seria tudo tão mais fácil e mais tranquilo se
cada um se dispusse a fazer somente a parte que lhe cabe. Somente isso. É a velha máxima:
faça a sua parte.
É real.
Se o professor se dispôs a ensinar, que dê sua aula da melhor maneira possível.
O médico que se dispôs a cuidar, que o faça com todas as forças.
O político que fez um voto de compromisso com seu eleitorado, que o cumpra na íntegra.
Um pedreiro que se dispôs a construir um prédio ou uma casa, que deposite naquele trabalho, o seu melhor suor.
Só isso, nada mais que isso.
Esse não é um compromisso que assumimos com terceiros, mas sim com nós mesmos enquanto cidadãos.
É injusto, e também mais fácil, depositar a culpa sempre no outro, quando deveríamos fazer nossa parte.
Eu quero, devo e vou fazer a minha. Seja estudando, ensinando, cuidando ou construindo.
Eu quero, devo e vou fazer a minha. Seja estudando, ensinando, cuidando ou construindo.
P.S.: Luciana Tito, era babá em uma creche, queria mais, estudava nas horas vagas (que eram poucas), passou num concorrido concurso público, é funcionária do Banco do Brasil há 3 meses, estudante de Letras e ainda quer muito mais.
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