A vida,
amiga
menina maravilhosa, me acompanha aonde quer que eu vá.
Cheia de luz e brilho a mostrar caminhos pelos quais posso andar,
amiga perfeita não és,
que me importa?!
Quero o dó do ré,
escrever a história que não foi contada,
ponte para unir mundos distintos
Sem o amor não quero nada
Lugar para descansar não faltará
o mundo sob minha cabeça
A(s) paz(es) ao meu lado a me acariciar
O amor ... um pouco longe,
guardei no coração
Querer...
tudo
só não a razão.
Valéria Lourenço.
Maio/2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Quando um guerreiro parte (Abdias Nascimento)
Quando parte um guerreiro
O que se há de fazer senão cantar-lhe
Os cânticos de guerra que entoava?
O que se há de fazer
Senão soar os tambores que soava
Chacoalhando-lhes as soalhas
Aos ouvidos moucos da pequenez
E da indiferença
Para que todos saibam
Que um Herói ali vai ?!
O que se há de fazer
Senão imaginá-lo
Transpondo
Os limites da existência palpável
Para, novinho em folha,
Começar tudo de novo
Do outro lado do Tempo?
ADEUS, QUERIDO MESTRE!!!
Abdias Nascimento (1914 – 2011)
NL
Texto retirado do blogue: meu lote - Nei Lopes (http://www.neilopes.blogger.com.br/)
O que se há de fazer senão cantar-lhe
Os cânticos de guerra que entoava?
O que se há de fazer
Senão soar os tambores que soava
Chacoalhando-lhes as soalhas
Aos ouvidos moucos da pequenez
E da indiferença
Para que todos saibam
Que um Herói ali vai ?!
O que se há de fazer
Senão imaginá-lo
Transpondo
Os limites da existência palpável
Para, novinho em folha,
Começar tudo de novo
Do outro lado do Tempo?
ADEUS, QUERIDO MESTRE!!!
Abdias Nascimento (1914 – 2011)
NL
Texto retirado do blogue: meu lote - Nei Lopes (http://www.neilopes.blogger.com.br/)
sábado, 21 de maio de 2011
Severina
Nossos olhares encontraram-se. E um simples sorriso foi o suficiente para que ela se sentisse à vontade e se sentasse ao meu lado no ônibus.
Por coincidência, desceríamos no mesmo local. A conversa então teve início.
Ali estava ela, uma senhora de olhar doce, voz singela e palavras firmes. Deixei que desabafasse, algo me dizia que ela precisava disso há muito tempo. E então ela contou-me um pouco de sua história. Mãe de 6 filhos, com 16 netos, 2 bisnetos, cuida de um marido acamado há 11 anos e agora descobriu que a doente é ela: está com um câncer.
A palavra “feia” que muitos têm medo de pronunciar, ela também não pronunciou. Continuou... Os filhos não têm paciência com o pai doente, e ela tem medo de morrer e deixá-lo sozinho, pois teme que os filhos o coloquem num abrigo. Aliás, eles já avisaram que o farão.
Sei que deve estar achando esta história muito triste, eu também estava, mas como o ser humano é surpreendente, num lapso de tempo, ela me dá a chave para que a conversa ganhe um novo tom: “Minha filha – seus olhos brilharam, temos que ter mais amor. A humanidade não tem mais paciência nem tolerância com o outro”, foram suas palavras. Em poucos minutos meu coração encheu-se de esperança. O amor, o amor...
Ela, sentindo-se tão bem em ter ali uma interlocutora que só a compreendia com o olhar, as palavras não saíam, a preferência era dela, abriu sua bolsa, mostrou-me seus remédios, o cartão do SUS, tinha consulta marcada no dia seguinte e por fim, não sei o porquê, mostrou-me sua carteira de identidade. E eis que vem a surpresa, ou coincidência, ou destino, eu prefiro chamar de Deus.
Seu nome: Severina, sim, Dona Severina, vida Severina.
Dedico esta história a todas as mulheres Severinas que conheço. A vocês que apesar das lutas e adversidades do dia-a-dia, me dão ânimo, força e vontade de seguir em frente. A vocês que me inspiram. E em especial : Nívia e Tânia.
Esta história é real, vivenciei numa quinta-feira (12/05/2011) no ônibus Nova Iguaçu – Central.
sábado, 30 de abril de 2011
Philos
Platão negro,
plano das ideias perfeito
Olhar...
Pulsa (a)ção
Lugar improvável
Filosofia, café
Tremor
Interprete a ação
Fela,
descreverias esta percussão?
Olhar...
desejo,
alucinação
Valéria Lourenço.
19.04.2011
plano das ideias perfeito
Olhar...
Pulsa (a)ção
Lugar improvável
Filosofia, café
Tremor
Interprete a ação
Fela,
descreverias esta percussão?
Olhar...
desejo,
alucinação
Valéria Lourenço.
19.04.2011
Flor de Lis
Nome de flor recebeste,
Teu lar, agora um jardim.
Lis (Liz),
Doce lírio,
Verás que na vida,
Serás eterna aprendiz.
Um Jardim secreto
cercado de amor e
sorrisos,
Flor,
Aguarda teu caminhar.
Seja Deus teu juiz,
E a paz tua diretriz.
Valéria Lourenco.
02.02.2011
Teu lar, agora um jardim.
Lis (Liz),
Doce lírio,
Verás que na vida,
Serás eterna aprendiz.
Um Jardim secreto
cercado de amor e
sorrisos,
Flor,
Aguarda teu caminhar.
Seja Deus teu juiz,
E a paz tua diretriz.
Valéria Lourenco.
02.02.2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Caio...sempre Caio
E se realmente gostarem?
Se o toque do outro de repente for bom?
Bom, a palavra é essa.
Se o outro for bom para você.
Se te der vontade de viver.
Se o cheiro do suor do outro também for bom.
Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons.
O pé, no fim do dia.
A boca, de manhã cedo.
Bons, normais, comuns.
Coisa de gente.
Caio.F.Abreu
Extraído do blogue: http://hanexosemnexo.blogspot.com/
Se o toque do outro de repente for bom?
Bom, a palavra é essa.
Se o outro for bom para você.
Se te der vontade de viver.
Se o cheiro do suor do outro também for bom.
Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons.
O pé, no fim do dia.
A boca, de manhã cedo.
Bons, normais, comuns.
Coisa de gente.
Caio.F.Abreu
Extraído do blogue: http://hanexosemnexo.blogspot.com/
sábado, 9 de abril de 2011
Nossas vozes
Esbraveje
Sim, eles te ouvirão
Aquela paz que andaste a procurar, encontrarás no momento em que o grito
transpassar tua garganta.
Tantas são as vozes que ecoam neste mundo, gritos de dor, fé,
esperança, murmúrios que se pretendem linguagem, olhares à espera de uma tradução.
Leitores do mundo quanto tempo ainda esperarão para fazer a parte que lhes cabem?
Levar voz aos que não têm voz,
Unir tuas vozes aos sussurros
deste Mundo,
Orfanato cruel,
Crianças carentes com fome de amor,
Incapazes de dormir sem o beijo da mãe que nunca chega
À espera de uma voz
E o grito de dor tornar-se-á canto de esperança
#10
Lágrimas...
Recuso-me a deixar que caiam do meu rosto
Sentimentos
Recuso-me a expressá-los
Abraços
Recuso-me a doá-los
Palavra
Recuso-me a proferi-las,
Não têm interesse em ouvir
E assim vivendo a vida mesquinhamente,
Passando os dias,
Sem tormentos,
Ou lamentos
Definitivamente sem momentos.
Desse jeito sou incapaz,
não agüento.
domingo, 27 de março de 2011
Complemento ao post anterior - Daily observations
Como profunda admiradora da obra limabarretiana, não poderia deixar de citá-lo em complemento ao post anterior.
Lima já tinha a exata dimensão do fascínio que a língua inglesa causava entre nosso povo.
"Percebeu Mme. Barbosa que lidava com os ingleses e, com essa descoberta, muito se alegrou, porque como todos nós, ela tinha também a precisa e parva admiração que os ingleses, com a sua arrogância e língua pouco compreendida, souberam nos inspirar."
Conto: Miss Edith e seu tio in BARRETO, Lima. Os melhores contos. São Paulo - SP: Editora Martim Claret. 2010.
sábado, 26 de março de 2011
Daily observations
Não é nenhuma novidade que a língua inglesa tem invadido cada vez mais o nosso vocabulário.
O uso de estrangeirismos promove um intercâmbio na linguagem, isso pode até ser saudável. Mas, o problema maior é quando apesar de termos palavras suficientes em nossa língua usamos palavras estrangeiras, principalmente o inglês, exageradamente. Estou parafraseando meu professor de língua portuguesa Fernando Vieira que sempre cita esse assunto em aula e também meu esposo Emanuel Carvalho que sempre cita esse assunto em casa.
Tudo bem, já li e até me acostumei com o uso de shopping center, blog, home page, feedback, mas nessa última semana senti um medo ao ver a proporção que as coisas estão tomando. Na Via Light, Nova Iguaçu, tem uma igreja em que as letras garrafais anunciam: "ALFA & OMEGA - with Jesus we are more than winners.", e agora digitando esse texto acabo de ouvir na rádio evangélica que ouço com frequência "(...) a igreja que tem the lions face". Oh my God, quero dizer, Oh meu Deus, parace que Deus está cada vez mais globalizado, e só atende agora por palavras em inglês.
Isso me preocupa, pois sou evangélica e ainda não domino essa segunda língua tão bem assim.
Brincadeiras à parte, o uso de estrangeirismos acaba sendo usado como forma de discriminação, pois a língua é poder. Quando em uma palestra, uma reunião, um cartaz, alguém usa termos em inglês indiscriminadamente acaba fazendo com que seu interlocutor, caso ele não domine os idiomas utilizados, não compreenda corretamente a mensagem, e acabe sentindo-se diminuído. Parece que até o meio evangélico está fazendo uso dessa "arma".
Que possamos rever nossos conceitos.
Ah, a tradução do título da postagem é: Observações diárias.
Valéria Lourenço. 26.03.2011
Hino ao amor
1 Eu poderia falar todas as línguas
que são faladas na terra e até no céu,
mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam
como o som de um gongo ou como o barulho de um sino.
2 Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus,
terr todo o conhecimento,
entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar
as montanhas do seu lugar,
mas, se não tivesse amor, eu nada seria.
3 Poderia ter tudo o que tenho
e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado,
mas se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria.
1 Coríntios cap. 13 versos 1 ao 3
Bíblia Sagrada ilustrada. Barueri (SP): Sociedade Bíblica do Brasil. Curitiba (PR) :Editora Luz e Vida, 2006.
que são faladas na terra e até no céu,
mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam
como o som de um gongo ou como o barulho de um sino.
2 Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus,
terr todo o conhecimento,
entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar
as montanhas do seu lugar,
mas, se não tivesse amor, eu nada seria.
3 Poderia ter tudo o que tenho
e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado,
mas se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria.
1 Coríntios cap. 13 versos 1 ao 3
Bíblia Sagrada ilustrada. Barueri (SP): Sociedade Bíblica do Brasil. Curitiba (PR) :Editora Luz e Vida, 2006.
Um túmulo para Nova York - Adonis
1
(...)
Nova York,
(...)
Nova York,
corpo da cor do asfalto. Em torno da cintura faixa úmida, o rosto janela fechada...eu disse: abre-o Walt Whitman - "digo a senha primordial" - mas só a escuta um deus já fora do lugar. Os prisioneiros, os escravos, os desesperados, os ladrões, os doentes precipitam-se de usa garganta, e não há saída, não há caminho. Eu disse Ponte do Brooklyn! Mas é a ponte que liga Whitman a Wall Street, a folha-grama à folha-dólar...
(...)
Nova York - WALL STREET - RUA 125 - 5ª AVENIDA
Fantasma medúseo se ergue dos ombros. Mercado de escravos de todo tipo. Pessoas vivem como plantas em jardins de vidro. Miseráveis invisíveis interpenetram-se como a poeira no tecido do espaço - espiral de vítimas.
O sol é funeral,
o dia, tambor negro.
"Um túmulo para Nova York", do livro "Este é Meu Nome (1970-1980)" - Adonis* , inédito no Brasil. Tradução de Michel Sleiman.
Fonte: Jornal O globo, Caderno Prosa e Verso - 19/03/2011
*Adonis é o pseudônimo do escritor sírio Ali Ahmad Said Esber.
Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o abismo e o perigo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa, in Mensagem.
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o abismo e o perigo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa, in Mensagem.
Unicidade
Só vou saber que te esqueci
quando a balança
mostrar apenas o meu peso
Por enquanto,
me imaginar sem ti
é olhar meus braços
e não estarem aqui
É olhar-me no espelho
e não nos ver
Só vou saber que te esqueci
quando me tocar
e não mais te sentir.
Rossyr Berny
quando a balança
mostrar apenas o meu peso
Por enquanto,
me imaginar sem ti
é olhar meus braços
e não estarem aqui
É olhar-me no espelho
e não nos ver
Só vou saber que te esqueci
quando me tocar
e não mais te sentir.
Rossyr Berny
domingo, 6 de março de 2011
Economia criativa
Dia 04/03/2011 assistindo ao programa Sala de Notícias, Canal Futura, deparei-me com uma entrevista de Lala Deheinzelin. Tudo bem que o sobrenome é complicado, e parece de artista estrangeira, mas essa economista brasileira de conversa amigável mostrou ao longo da entrevista pontos que podem ser mudados no nosso país quando o assunto é desenvolvimento sustentável e economia criativa, termo novo para mim até este momento.
Lala, que é do Movimento Crie Futuros, falou de forma simples sobre conhecimento e criatividade. Segundo a economista, no século passado nós tínhamos a economia da escassez, com ouro e riquezas e agora, no século XXI, descobrimos que a indústria criativa, e consequentemente a economia criativa está em primeiro lugar.
A economia criativa caracteriza-se pelo capital social. No nosso país ainda temos falta de capital social, há muitas pessoas fazendo muitas coisas separadas, falta a capacidade de agir de maneira integrada, pensando no coletivo. Essa seria a chave do nosso desenvolvimento.
Lala nos alerta que a “galinha dos ovos de ouro” do novo milênio é a diversidade cultural. E o Brasil como um país rico nesse sentido tem de aprender a fazer uso dessa ferramenta tão farta que possui, e não matar sua “galinha” como tem feito. A diversidade cultural está inteiramente ligada à autoconfiança, e esta por sua vez, ligada à auto-estima. Item ainda em escassez no nosso país.
Uma das grandes dificuldades que temos em atingir estes ideais de desenvolvimento e auto-estima é o simples fato de que as coisas essenciais a essa nova era são intangíveis. Não temos ainda medidores qualitativos para saber quando um trabalho social tira um jovem da rua, muda sua vida e o torna um cidadão de bem. Nossos medidores ainda são quantitativos.
Ainda está sendo criada uma moeda de troca (escambo) para o intangível.
Temos um belo exemplo no Festival Calango* (Cuiabá), onde eles já se utilizam da economia criativa e aceitam o Cubo**, uma moeda válida em 25 dos 27 estados brasileiros.
No entanto, a economista é otimista ao ressaltar que quando pensavam o futuro mundial há muitos anos atrás, os estudiosos viam um lugar cinzento, egoísta e belicoso, mas surpreendentemente temos notado que o futuro pode ser mais verde, mais integrado, plural, miscigenado e mais, muito mais pacífico.
Isso é o futuro.
Michel Serres tem razão, viva a nossa miscigenação.
Fonte: Sala de notícias. Canal Futura. 04 de março de 2011 às 20:30 hs.
Repórter: Cristina Amaral.
Entrevistada: Lala Deheinzelin (economista criativa - Movimento Crie Futuros)
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Querido Lima B.,
sua dor e sua luta ainda ecoam .
Desde que você se foi não mudou muita coisa por aqui.
Queria tanto comemorar seu aniversário este ano de forma diferente,
mas os trezes de maio têm sido sempre iguais.
Esqueci de contar-lhe que a efemeridade é uma das marcas dessa minha modernidade,
talvez seja esse o motivo de nosso esquecimento.
E por falar nisso, meu amigo anarquista, nos achamos tão modernos e livres, mas onde está essa liberdade que nunca chega?
Dê- me um pouco de sua força meu amigo.
Eu em pleno século XXI e você daí, deste século retrógrado, me
expondo deste jeito, falando dos meus medos, da minha vida hipócrita e mesquinha,
da minha sociedade e dos nossos podres poderes.
Volta Lima,
volta através de nós.
Façamos da sua luta a nossa.
Valéria Lourenço.
21.02.2011
sua dor e sua luta ainda ecoam .
Desde que você se foi não mudou muita coisa por aqui.
Queria tanto comemorar seu aniversário este ano de forma diferente,
mas os trezes de maio têm sido sempre iguais.
Esqueci de contar-lhe que a efemeridade é uma das marcas dessa minha modernidade,
talvez seja esse o motivo de nosso esquecimento.
E por falar nisso, meu amigo anarquista, nos achamos tão modernos e livres, mas onde está essa liberdade que nunca chega?
Dê- me um pouco de sua força meu amigo.
Eu em pleno século XXI e você daí, deste século retrógrado, me
expondo deste jeito, falando dos meus medos, da minha vida hipócrita e mesquinha,
da minha sociedade e dos nossos podres poderes.
Volta Lima,
volta através de nós.
Façamos da sua luta a nossa.
Valéria Lourenço.
21.02.2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Mubarak
África, Egito .
Some a essas palavras um povo oprimido há mais de trinta
anos pelo poder de um ditador, e que com o apoio da internet, essa "ferramenta" tão nova,
foi capaz de mobilizar milhares de pessoas.
Se o povo soubesse a força que tem!
Poder para o povo.
Caro Marx, você sempre falou dessa força.
Será que começaram a descobrir?
Que venham as próximas revoluções.
Some a essas palavras um povo oprimido há mais de trinta
anos pelo poder de um ditador, e que com o apoio da internet, essa "ferramenta" tão nova,
foi capaz de mobilizar milhares de pessoas.
Se o povo soubesse a força que tem!
Poder para o povo.
Caro Marx, você sempre falou dessa força.
Será que começaram a descobrir?
Que venham as próximas revoluções.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Doce mar
Sugue minhas forças
Oh grande Gigante,
Leia-se dentro dos meus olhos
És capaz de fazer de meu corpo um livro?
Camões há de invejar-te
Escrevamos nossa epopéia
Banhando-nos nas águas do Tejo
POSSESSIO MARIS
Tua Tétis,
Transformando em Ilha dos Amores
todas as tuas Tormentas.
Valéria Lourenço.
02.02.2011
Oh grande Gigante,
Leia-se dentro dos meus olhos
És capaz de fazer de meu corpo um livro?
Camões há de invejar-te
Escrevamos nossa epopéia
Banhando-nos nas águas do Tejo
POSSESSIO MARIS
Tua Tétis,
Transformando em Ilha dos Amores
todas as tuas Tormentas.
Valéria Lourenço.
02.02.2011
Filhos
Choraram, eu sorri;
Sorriram, chorei;
Andaram, parei;
Falaram, calei;
Crescerão,
Sorrirão,
Chorarão,
Andarão e voarão,
Mas sempre em meu coração estarão.
Sorriram, chorei;
Andaram, parei;
Falaram, calei;
Crescerão,
Sorrirão,
Chorarão,
Andarão e voarão,
Mas sempre em meu coração estarão.
Sabedoria Materna
Mamãe sempre dizia que as chuvas eram as lágrimas de Deus.
Pensando bem mamãe, meu Pai deve estar muito triste com este
mundo, pois tem chorado bastante.
Valéria Lourenço.
18.01.2011
Pensando bem mamãe, meu Pai deve estar muito triste com este
mundo, pois tem chorado bastante.
Valéria Lourenço.
18.01.2011
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